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 Bola Quadrada    setembro 10, 2010
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O sol volta a brilhar para o Botafogo após longo e tenebroso inverno. Pondo fim a uma vasta série de decepcionantes (e dolorosos) resultados diante do Flamengo, a vitória desta última quarta no Maracanã diminui a pressão sobre os ombros dos jogadores alvinegros (principalmente sobre os daqueles presentes nos últimos confrontos) e dá nova injeção de ânimo para o duelo contra o Vasco pelo título da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. Sim, o mesmo Vasco que, não muito tempo atrás, aplicou aquela chinelada de seis em pleno Engenhão, quando a festa era do Glorioso pela estréia de Loco Abreu e do novo uniforme (a esta altura já devidamente aposentado, se não pela diretoria, certamente pelo supersticioso torcedor). Destaque para o técnico Joel Santana, um sujeito que é, no mínimo, pé quente e alto astral. Destaque também para Caio, novo xodó da torcida botafoguense, o jovem e predestinado atacante que entrou no segundo tempo para marcar o gol da virada. Para não passar em branco, menção honrosa para a atualmente complicada zaga rubro negra, incapaz de afastar uma bola sequer que chegue a sua área vinda pelo alto.

 
Vitória bonita, alívio, tudo certo. Mas que o Botafogo não se iluda. A festa ao fim do jogo é justa, ainda mais se for considerado o recente histórico do confronto contra o rubro negro. Porém, valeu apenas o direito de decidir com o Vasco o primeiro turno do campeonato, nada mais. Ainda há muita pedra para rolar...
 
Adriano, Petkovic e, principalmente, Vagner Love não funcionaram desta vez. Mas o Flamengo não é infalível, e perdeu para um adversário de respeito. Sem terrorismo, certo? Perder é parte do jogo e a disputa foi igual. A ordem agora é se preparar para a Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca. O sonhado tetra ainda é possível.
 
Flamengo, o atual campeão brasileiro. Fluminense, o responsável pelo mais surpreendente renascimento que um campeonato nacional já viu. De maiores favoritos a meros espectadores da final. Agora só na Taça Rio.
 
Há botafoguenses que pegam tanto no pé de Fahel que a dúvida entre estes passou a ser quem realmente se beneficiaria com a sua expulsão. Aliás, quem realmente se prejudicou com a sua permanência?
 
O Coerente
 
Alguma surpresa na lista de Dunga? Nenhuma. Ou quase. Ninguém diferente daqueles que ele já vem sendo chamado. Algumas invenções? Sim. Fora o descoberto Felipe Melo, Gilberto agora surge como opção na lateral esquerda, onde não joga há anos. Aliás, dizem, Marcelo do Real Madrid não vem mais sendo chamado por Dunga por não estar mais atuando na lateral, mas sim no meio de campo. Afinal, qual o critério para a escolha de Gilberto?
 
No gol, Doni continua sendo opção para a reserva de Júlio César, da mesma forma que no seu clube, o Roma, é atualmente apenas uma opção para a reserva do titular Júlio Sérgio. É brasileiro? É. Seria então sua escolha para a Seleção fundamentada na sua adaptação a reserva de Júlio? A se pensar...
 
Na zaga, a convocação de Tiago Silva parece sepultar a última dúvida no setor entre este e Miranda do São Paulo. Dúvida que não existe na lateral direita, onde Daniel Alves, mesmo machucado, foi chamado. Sem falsa esperança para mais ninguém.
 
A questão se resume agora a ida ou não de Ronaldinho Gaúcho para a Copa. Tem chance? Tem. A próxima e derradeira lista de Dunga esclarecerá.

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